“Passando o bastão” – Rito de Passagem dos meninos

Uma das questões principais do processo de desenvolvimento masculino é o medo. Como lidar com o medo? Como vencê-lo ou, ao menos, como prosseguir apesar dele? Portanto o trabalho que sugerimos para os meninos é diferente do processo das meninas.

Em praticamente todas as culturas que realizam ritos de passagem para meninos há provas de coragem. E isso nós trazemos aqui neste processo, que compreende também uma reunião preparatória com os pais, para que eles se conectem com o adolescente interior e se preparem para apoiar o filho, passar-lhe o “bastão”. Para este rito escolhemos o conto de fadas “João de Ferro”, que traz uma espinha dorsal deste desenvolvimento do menino a homem. Os pais, durante e após a reunião, irão confeccionar este bastão, que será passado ao filho durante o final de semana de acampamento na natureza que terão juntos. Para que os jovens possam começar a ocupar seu lugar de homem, trazendo a força do mundo masculino, a energia do herói. podem e devem receber o bastão de seus pais, numa experiência em que seja necessária força e coragem – o agir com o coração. Para trazer pais mais conscientes ao invés de tão “filhotes”, educados na maioria, apenas por mães.
Talvez ainda mais importante do que educar as meninas, seja fazer desses meninos bons homens, bons pais. Há para isso muitas sugestões de rituais com os meninos, para que estes possam começar a ocupar seu lugar de homem, trazendo a força do mundo masculino, a energia do herói. Eles também podem e devem receber o bastão de seus pais, numa experiência em que seja necessária força e coragem – o agir com o coração. Para trazer pais mais conscientes ao invés de tão “filhotes”, educados na maioria, apenas por mães.
Com a qualidade de nascimento que tivemos nas últimas décadas, cesarianas eletivas (geralmente em prol do calendário médico-hospitalar) que retiram o bebê antes dele estar pronto para sair, esquema de encubadora ou berçário, que separa a mãe do filho nas mais cruciais 2 horas de vida, que são as 2 horas do pico de oxitocina, de formação do vínculo, depois a creche, aos 4 meses de idade, que leva a criança à sensação de abandono – e o menino é quem mais sofre, pois ele não consegue internalizar o cuidado como a menina consegue fazer – não é de se estranhar que os meninos tenham muita dificuldade de estabelecer vínculos e tenham até um sentimento inconsciente de vingança com relação às mulheres – que no fundo se dirige à própria mãe. A famosa geração do “fica”, chegam a ficar com 10, 20 numa única noite e assim, não saem da infância nunca. Precisamos ajudá-los, ainda que não haja a possibilidade da presença do pai, trazer um homem adulto que possa servir de iniciador (http://www.boystomengw.org).
Para os homens já formados que forem trabalhar com os meninos, indicamos a leitura do livro “João de Ferro” de Robert Bly, que fala sobre o difícil papel do homem pós “new age” que ainda não sabe que lugar ocupar junto a um feminino tão emancipado que se diz não precisar de proteção (embora as mulheres continuem sofrendo de solidão e de sensação de desamparo). Os homens ficaram sem entender direito o que se espera deles e ainda não assentaram em algum lugar masculino, não ditador, e que seja confortável.

Professores gabaritados e experientes na condução deste processo podem ser encontrados aqui na ANEP, envie seu comentário, sugestão ou anseio de participação para nosso email: contato@anepbrasil.org.br
São homens sensíveis e abertos a esta fase das crianças que ajudam a  trazer consciencia da importância desta etapa, na educação pré natal posterior, que é a base sólida para a paz no planeta Terra.